quarta-feira, 30 de julho de 2008

Cenário urbano


Nosso século é marcado pelo uso das cores e das várias possibilidades cromáticas. Tudo pode, misturar, ousar, contrastar ou assemelhar, seja na moda, na arquitetura, no design, nos cenários, seja onde for a cor parece ser o grito de liberdade sobre o “pretinho básico” e das novas possibilidades de tintas sintéticas, acrílicas e plásticas e de luzes como os leds. Mas esse grito de liberdade, as vezes, podem transformar esses espaços, principalmente nas áreas urbanas, em áreas de grande poluição visual com mensagens de todos os tipos e luzes cada vez mais coloridas, marcantes e ousadas.Las Vegas é um exemplo de cidade que faz esse uso exorbitante de luzes, cores e ornamentos que estrapolam os limites do bom senso e fazem dessa cidade um verdadeiro cenário urbano, que mais parece um parque de diversões. Cidade de grande exemplo também para o chamado "Galpão decorado" e "Pato" conceitos sobre arquitetura definidos por Robert Venturi em seu livro Aprendendo com Las Vegas: “quando os sistemas de espaço, estrutura e programa são distorcidos por uma forma simbólica global, chamamos essa classe de edifício que se converte em escultura de pato” (por exemplo, quando uma barraca de cachorro quente tem a própria forma de um cachorro! =/) O autor continua: “quando os sistemas de espaço e estrutura estão diretamente a serviço do programa, e o ornamento se aplica sobre estes com independência, chamamos a este tipo de galpão decorado”. E é nesse cénario urbano que alguns filmes foram gravados como Dimonds are Forever, Ocean's Eleven, Miss Congeniality 2, Looney Tunes Back in Action, aém das séries de televisão CSI e LAs Vegas.

Imagens das Ruas de Las Vegas

E que realidade urbana é essa que atrai tanto as pessoas?! onde os logotipos parecem ser os " Monumentos" do século XXI. E mais efeito que qualquer out-door, do que qualquer slogan,cores ou luzes podem causar na arquitetura que se vende por si só com suas estruturas "apelativas", o edifício aqui dispensa atravessadores, ele é o próprio desejo em dimensões tão inimagináveis quanto a possibilidade de sua realização para a maioria das pessoas. Então, que paguemos o pato!!!

notas:

1. Robert Venturi, Aprendendo com Las Vegas, 1978, p. 114.

2. Israel Pedrosa, Da Cor a cor inexistente, 2003.





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